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11/11/2009
Professor encerra greve de fome
Tisa Moraes
Na noite de ontem, o professor Duílio Duka, 57 anos, encerrou a greve de fome iniciada anteontem. De acordo com o informado, a diretora da escola onde ele trabalha, Ângela Furquim Carneiro, teria avisado que seu salário seria depositado ainda hoje.
O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) de Bauru chegou a protocolar, ontem, ofício na Diretoria Regional de Ensino para cobrar a regularização dos salários em atraso do professor, que entrou em greve de fome na segunda-feira. Ele permaneceu acampando até 21h de ontem, em frente à Escola Estadual Professora Sueli Aparecida Sé Rosa, no bairro Isaura Pita Garmes, onde é efetivado.
De acordo com a diretora da Apeoesp em Bauru, Suzi da Silva, pelo menos mais 50 professores da cidade enfrentam o mesmo problema que motivou o protesto de Duka. "Recebemos inúmeras reclamações de professores que estão trabalhando há três meses sem receber. São profissionais admitidos em caráter temporário, ou que dão aulas eventuais, ou que aguardam ampliação de carga horária, como é o caso do professor Duílio", detalha.
Ontem à tarde, Suzi explicou que a Diretoria de Ensino de Botucatu foi informada sobre a situação e, caso o problema do docente não fosse resolvido até a próxima sexta-feira, a Apeoesp ingressaria com liminar para requerer o pagamento dos salários em atraso.
"O que nos causa estranhamento é que, quando há um desconto a ser feito no salário do professor, ocorre de maneira imediata. Mas quando há um valor adicional a ser pago ao profissional, o Estado sempre alega problema no sistema", reclama. |
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