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ALESP - 21/10/2009 10h54
Questionada vistoria para barrar educadores na Assembleia
Da assessoria da deputada Maria Lúcia Prandi
 
A deputada Maria Lúcia Prandi (PT) considerou humilhante a vistoria policial a que foram submetidos os educadores que compareceram à Assembleia para acompanhar a votação de Projeto de Lei Complementar (PLC), 29/9. Após protestos veementes de Prandi o forte esquema de segurança foi amenizado.
Os professores são obrigados a abrir a bolsa e mostrar o que transportam. Uma das professoras foi impedida de entrar com uma maçã. "O excessivo rigor e o número exagerado de policiais militares me deixam profundamente constrangida", protestou a parlamentar. "É como se os professores fossem pessoas não cidadãs que vieram aqui para provocar tumulto. Sinto-me envergonhada com o comportamento desta Casa em relação aos educadores", comentou.
Ao constatar o problema, a parlamentar solicitou ao líder da bancada do PT, deputado Rui Falcão, que intercedesse junto ao presidente da Assembleia, o deputado tucano Barros Munhoz. "Condeno absolutamente esta prática antidemocrática, que não faz parte da história do estado democrático de direito", insistiu Prandi.
O PLC 29/9, que trata da remuneração e progressão da carreira dos educadores, é rejeitado por todas as entidades de representação do magistério estadual. "É profundamente injusto e tem que ser retirado", reiterou a parlamentar. Nas últimas semanas, Prandi mobilizou esforços para que o Serra retirasse o projeto, sem sucesso.

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